Quando você
chegou, 2011, eu disse que iria me formar neste ano, mas você disse não, vai
com calma, vai devagar, e foi bom assim. Tenho certeza de que está sendo muito
melhor dessa forma do que se tivesse sido como tinha planejado. Eu também
planejei uma viagem que seria o máximo e você de novo disse não, não agora. Mas
você me deu outra, muito melhor. De novo você me deixou chateado e
depois agradecido.
Você fez eu
me mudar, de endereço e por dentro, você me trouxe problemas, dificuldades, mas
também me trouxe prêmios e recompensas, muito mais do que eu poderia sonhar.
Você criou distância entre mim e meus melhores amigos, você os enviou para
longe, criou algumas confusões e mal-entendidos entre nós e eu confesso eu
odiei quando isso aconteceu, 2011. Algumas dessas distâncias – físicas ou não –
estão sendo difíceis de aceitar; não consigo entender por que você fez isso.
Mas você também me trouxe novos e bons amigos. Você me trouxe amigos que
parecem anjos pra mim, pela presença deles, pelo carinho deles, pelo sorriso
que me dão num simples “Oi, Alexandre, como você está?”
Eu aprendi
com você, 2011, que amor às vezes significa apenas respeitar o silêncio e a
distância. Amor às vezes significa chorar durante uma noite inteira após ver
uma pessoa amada morrendo, e então, ficar inexplicavelmente feliz por ver que
está tudo em ordem novamente, que a beleza está de volta, brilhando no palco.
Mas a lição que você me ensinou com mais veemência, 2011, foi que amor às vezes
significa aceitação, e que isso não é fácil. Você me ensinou que às vezes o
melhor a se fazer, a forma mais amável de amar é aceitar os fatos como eles
são; aceitar o não que é dito pelas circunstâncias ou pela pessoa amada. Afinal
de contas, até o amor romântico tem diversas formas de se mostrar.
Sabe, meu
amigo 2011, me sinto mal quando vejo pessoas reclamando de você. Eles dizem que
você foi difícil, que foi mau, que demorou para acabar. Você é só uma criança,
2011, só um curto período de tempo no espaço, um quase nada, que passou muito
rápido. Eu acho que as pessoas precisam de distância (até em tempo) para
poderem entender melhor o que aconteceu. Talvez em breve elas vão entender que
você não foi tão duro assim, nem tão mau. Você foi apenas um tempo curto e
justo que passou e que todos puderam fazer o que quiseram.
Eu ainda
não conheço 2012, mas como você me trouxe, eu acredito que ela será ótimo como
você foi. Talvez, como tudo que você me trouxe, ele me deixará chateado às
vezes, mas ele me fará feliz também. E, você sabe, eu sempre acredito que não
importa quão grande possa ser a tristeza, a alegria que virá será sempre
maior.
Você está
partindo em poucas horas, 2011. Você está me deixando quase sem plano algum
para 2012, praticamente uma folha em branco esperando para receber novas
palavras. Mas eu não estou ansioso; estou esperançoso que, como um amigo seu,
2012 me tratará com carinho. Espero que as palavras que 2012 vá escrever em
minha folha branca sejam doces e bonitas, apesar das possíveis dificuldades.
Você sabe, toda poesia para ser bela precisa falar sobre algo mais do que
apenas amor e paz; são necessários alguns espinhos no caule da rosa.
Espero que
2012 escreva um lindo poema na minha vida. Espero que 2012 escreva um lindo
poema no coração de cada um.
Seu amigo, Alexandre
1 comentários:
Adorei o texto. Muito bom, também espero que 2012 escreva um poema em nós. Bjs
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