Fotografia e Realidade
Olha só,
O fotógrafo não nos mostra, em suas fotos, a realidade. Apesar disto, ele nos mostra uma realidade.
Não há um compromisso com a verdade, mas com a arte, que sempre mostra uma verdade, sim, ou a do fotógrafo, ou a de quem vê a foto.
Quem vê a foto vê um ângulo, um pedaço, um ponto de vista que não necessariamente é o mesmo que ele viu. Às vezes o que ele vê é só uma parte, às vezes sob algum efeito de lente, ou de luz, ou de um zoom, mas sempre com o que cada um traz dentro de si, que se reflete na foto que se vê.
Num parque florido, ele pode fotografar uma pedra e pensarmos que só havia pedras no parque. E ao contrário, em algum lugar muito feio e pobre, ele pode encontrar um pequeno detalhe que seja bonito, seja pelo ângulo, ou o que for e nos fazer pensar que tudo era lindo. Em ambos os casos, o fotógrafo não mente, apenas mostra uma perspectiva, um pedaço, um olhar sobre o todo.
Não podemos, ao conhecer a realidade, sob nossos olhos, reclamar com o fotógrafo, por não nos ter mostrado tudo, não é esse seu objetivo. O que ele quer é uma boa foto, o que ele precisa é mostrar sua arte. Não é possível para ele fotografar algo que não seja real, mas pode não ser a realidade.
Fazer uma boa foto de algo bonito deve ser mais fácil, a arte me parece fazê-la onde não há aparente beleza, onde ninguém quis fotografar. Buscar o belo no feio, no pobre, a flor no espinho.
Às vezes, me pego escrevendo assim, fotografias.
Foi um privilégio!
O fotógrafo não nos mostra, em suas fotos, a realidade. Apesar disto, ele nos mostra uma realidade.
Não há um compromisso com a verdade, mas com a arte, que sempre mostra uma verdade, sim, ou a do fotógrafo, ou a de quem vê a foto.
Quem vê a foto vê um ângulo, um pedaço, um ponto de vista que não necessariamente é o mesmo que ele viu. Às vezes o que ele vê é só uma parte, às vezes sob algum efeito de lente, ou de luz, ou de um zoom, mas sempre com o que cada um traz dentro de si, que se reflete na foto que se vê.
Num parque florido, ele pode fotografar uma pedra e pensarmos que só havia pedras no parque. E ao contrário, em algum lugar muito feio e pobre, ele pode encontrar um pequeno detalhe que seja bonito, seja pelo ângulo, ou o que for e nos fazer pensar que tudo era lindo. Em ambos os casos, o fotógrafo não mente, apenas mostra uma perspectiva, um pedaço, um olhar sobre o todo.Não podemos, ao conhecer a realidade, sob nossos olhos, reclamar com o fotógrafo, por não nos ter mostrado tudo, não é esse seu objetivo. O que ele quer é uma boa foto, o que ele precisa é mostrar sua arte. Não é possível para ele fotografar algo que não seja real, mas pode não ser a realidade.
Fazer uma boa foto de algo bonito deve ser mais fácil, a arte me parece fazê-la onde não há aparente beleza, onde ninguém quis fotografar. Buscar o belo no feio, no pobre, a flor no espinho.
Às vezes, me pego escrevendo assim, fotografias.
Foi um privilégio!
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