Flexibilidade
Olha só,
Não só na Ioga, mas em vários outros métodos de atividade corporal (vou chamar assim, para generalizar várias técnicas que conhecemos, sem desrespeito a nenhuma), assim como em várias filosofias, aprendemos que precisamos ter flexibilidade.

Aprendemos também que para ter flexibilidade é necessário equilíbrio.
Ser flexível é ser adaptável e não ser frouxo. É estar desperto, pronto, mas não rígido.
Temos a ilusão e a busca por uma tal estabilidade em nossa vida, no trabalho, na família, nos relacionamentos, etc. Estabilidade esta que não há, não existe em nada.
O que é duradouro? Trinta anos no mesmo emprego? Isto é estabilidade? Cinqüenta anos de casamento? Isto é para sempre? O que são trinta, cinqüenta, oitenta anos, que seja? É sério, isto não é nada. Quando se vê já foi, já era, já passou e cadê a estabilidade?
Quem disse que isto é o melhor? Quem disse que há um melhor? Onde está a receita, que eu não achei ainda? Eu, pelo menos que eu saiba, nasci sem manual do usuário, fui entregue assim, sem manual, sem garantia e sem direito de devolução. Então, o jeito é se adaptar, aceitar a maré e navegar, sem querer controlá-la.
Roberto Crema, um dos fundadores da Unipaz, nos conta que já passou pela experiência de estar na Cidade do México, quando aconteceu um terremoto e termina dizendo: ‘recomendo isso a todos’. Normalmente há risos na platéia nesse momento, mas o assunto é sério. A conclusão que ele faz é que nem a Terra, que nos parece ser o que há de mais estável, o que há de mais fixo, o é.
Nada é para sempre, nada permanece como está. Os rígidos caem mais fácil e se quebram quando sua base balança. Os flexíveis balançam junto e se adaptam ao novo estado. Daí a necessidade de flexibilidade com equilíbrio.
Quem é duro, sólido e tem pontas não rola, quebra. E pior, não sabe lidar com a nova realidade, tudo lhe parece estranho, ao sair de seu controle. Controle ilusório, pois, na verdade, nunca o teve.
Quem é flexível, ‘coluna sobe redonda’, sem pontas, bate e volta. Rola na queda e se levanta facilmente. E melhor, se maravilha com a nova realidade, tudo é novo, um desafio novo, emocionante.
Na natureza, nada mais flexível, nada mais adaptável do que a água. E ela faz maravilhas, fura rochas, abre caminho, preenche todos vazios e vai, sem medo do novo. (http://pufedospina.blogspot.com/2008/03/gua.html)
E o convite é este: praticar ioga? Não necessariamente, mas ser flexível. Não assim, largado, o que vier que venha, mas aceitar o que vier, que venha.
Lembre de como éramos há dez, vinte, trinta anos e como somos hoje. O que permaneceu estável neste tempo? E confesse, você queria, de coração, que estivesse tudo estável mesmo? Tudo, mas tem que ser tudo, como estava? Pense bem antes de responder, por favor.
Foi um privilégio!
Não só na Ioga, mas em vários outros métodos de atividade corporal (vou chamar assim, para generalizar várias técnicas que conhecemos, sem desrespeito a nenhuma), assim como em várias filosofias, aprendemos que precisamos ter flexibilidade.

Aprendemos também que para ter flexibilidade é necessário equilíbrio.
Ser flexível é ser adaptável e não ser frouxo. É estar desperto, pronto, mas não rígido.
Temos a ilusão e a busca por uma tal estabilidade em nossa vida, no trabalho, na família, nos relacionamentos, etc. Estabilidade esta que não há, não existe em nada.
O que é duradouro? Trinta anos no mesmo emprego? Isto é estabilidade? Cinqüenta anos de casamento? Isto é para sempre? O que são trinta, cinqüenta, oitenta anos, que seja? É sério, isto não é nada. Quando se vê já foi, já era, já passou e cadê a estabilidade?
Quem disse que isto é o melhor? Quem disse que há um melhor? Onde está a receita, que eu não achei ainda? Eu, pelo menos que eu saiba, nasci sem manual do usuário, fui entregue assim, sem manual, sem garantia e sem direito de devolução. Então, o jeito é se adaptar, aceitar a maré e navegar, sem querer controlá-la.
Roberto Crema, um dos fundadores da Unipaz, nos conta que já passou pela experiência de estar na Cidade do México, quando aconteceu um terremoto e termina dizendo: ‘recomendo isso a todos’. Normalmente há risos na platéia nesse momento, mas o assunto é sério. A conclusão que ele faz é que nem a Terra, que nos parece ser o que há de mais estável, o que há de mais fixo, o é.
Nada é para sempre, nada permanece como está. Os rígidos caem mais fácil e se quebram quando sua base balança. Os flexíveis balançam junto e se adaptam ao novo estado. Daí a necessidade de flexibilidade com equilíbrio.
Quem é duro, sólido e tem pontas não rola, quebra. E pior, não sabe lidar com a nova realidade, tudo lhe parece estranho, ao sair de seu controle. Controle ilusório, pois, na verdade, nunca o teve.
Quem é flexível, ‘coluna sobe redonda’, sem pontas, bate e volta. Rola na queda e se levanta facilmente. E melhor, se maravilha com a nova realidade, tudo é novo, um desafio novo, emocionante.
Na natureza, nada mais flexível, nada mais adaptável do que a água. E ela faz maravilhas, fura rochas, abre caminho, preenche todos vazios e vai, sem medo do novo. (http://pufedospina.blogspot.com/2008/03/gua.html)
E o convite é este: praticar ioga? Não necessariamente, mas ser flexível. Não assim, largado, o que vier que venha, mas aceitar o que vier, que venha.
Lembre de como éramos há dez, vinte, trinta anos e como somos hoje. O que permaneceu estável neste tempo? E confesse, você queria, de coração, que estivesse tudo estável mesmo? Tudo, mas tem que ser tudo, como estava? Pense bem antes de responder, por favor.
Foi um privilégio!
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