quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Benjamin Button

Olha só,

Assisti há pouco o filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Para quem não sabe do que se trata, é um “drama baseado no clássico conto homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Button, um homem que nasce um bebê velho - na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fime - e misteriosamente começa a rejuvenescer” [1]

Isto mesmo, simples assim, alguém que conta o tempo de trás para frente. Como prega um texto atribuído a Charles Chaplin e que rola aqui pela Internet. Alguém que nasce velho, com artrite, pele enrugada e, inexplicavelmente, rejuvenesce dia-a-dia, como envelhecemos.

Sim, recomendo, podem ir assistir e não se assustem, quando virem que eles tem duas horas e quarenta e cinco minutos de duração. Passará rápido, muito rápido, como todo filme bom, posso garantir.

Mas não vim aqui só para fazer propaganda do filme, mas para falar do que pensei durante o mesmo, um pouco só.

Sabe, não faz diferença, o tempo passa, é tudo muito rápido, o que faz de cada momento muito importante. Muito disso é dito e repetido por ai, mas parece que não acreditamos de verdade. Parece que não nos damos conta que aquele momento pode ser, se não o último, o único.

Nunca mais nos encontraremos no mesmo dia, na mesma idade, com a mesma oportunidade. Pessoas vêm e vão por inúmeros motivos e podemos não prestar atenção na importância delas hoje, agora, quando estão aqui, do nosso lado, ao nosso alcance, seja pelo telefone, e-mail, sei lá.

Se vamos envelhecer ou remoçar, faz pouca diferença, o que importa é que vamos, sim, no tempo e no espaço. Quando se vê, já foi. A palavra mal dita, mal entendida, deixada assim, pode ser a última. A oportunidade e a disponibilidade também.

Tem vezes que chegamos no último dia, tem vezes que chegamos um pouco depois.

O que fica disso tudo? O que vale? Não sei.

No filme, há um amor desencontrado e fiel, à sua maneira, às últimas conseqüências, mas não é nada do que vocês estão pensando.

Há um carinho, um cuidado, e, por vezes, um simples aceitar, pois não há o que se fazer, é assim.

Ah, e não esqueçam do lenço.

Foi um privilégio!

[1] Fonte: ePipoca (http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=19351)

3 comentários:

Berenice disse...

Oi Alexandre.

Passei por aqui outro dia e resolvi, finalmente, assistir ao filme que já estava na lista de prioridades. Mas não dei ouvidos à sua sugestão, não levei o lenço. Confesso que fiquei introspectiva demais...

Passa lá na minha postagem sobre o filme.

http://blogdaberenice.blogspot.com/2009/02/benjamin-button.html

Bjs
Berenice

Flor de Bela Alma disse...

Que coisa mais linda sua singeleza. Eu assisti e acho que é simplesmente isso: a vida vai e a gente vai indo atrás, da forma que nos é possível. Muito terno!Beijo: Bia

Marina Mottin disse...

O que me chamou atenção no filme foi a forma com que ele aceitou sua doença e usufruiu de sua juventude, manifestando seus sentimentos e sua vida através do diário, como forma de comunicação com sua filha... SENSACIONAL! Adorei o filme.