sábado, 1 de novembro de 2008

Doces ou Travessuras

Só um pouco de curiosidades, para começar. Há duas hipóteses para a origem do nome Halloween: uma delas vem do inglês, pois “Hallowed” é uma palavra do Inglês antigo que significa “santo”, e “e’en”, também de origem inglesa, significa “noite”, então o significado é “Noite Santa” ou “All Hallows Eve”, “Noite de Todos os Santos”. A outra origem vem de hallowinas: nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte.

Pelo que pesquisei, o Dia das Bruxas, como é chamado aqui no Brasil, assim como vários feriados e datas ‘cristãs’, tem origem há muitos séculos, nos costumes celtas e ‘pagãos’. Depois tentou-se uni-los a datas católicas na política ‘se não podemos ir contra, unamo-nos a eles’, pelos Papas Gregório III e Gregório IV, que mudaram do dia 13 de maio, para o dia 01 de novembro as comemorações do dia de todos os mártires, adaptando o nome para o mesmo provável nome pagão: Dia de Todos os Santos.

Deixando esta parte chata de lado, quero falar sobre a frase que é dita pelas crianças às portas das casas: Doces ou travessuras, como foi traduzido para o português.

Esta é a questão, a ameaça. Você pode escolher entre dar doces e as crianças irem embora, para a próxima casa, ou deixá-las fazer as travessuras. Dizem que, no início, uma melhor tradução seria algo como: doce ou charada.

Ou seja, uma bruxa, uma fada, uma criança, enfim, bate à sua porta e você tem duas opções: se livrar dela, dando-lhe logo um doce, ou se expor e brincar com ela, ficar sujeito à travessura que ela queira fazer, ter que decifrar a charada que ela lhe propor.

Independentemente do Dia das Bruxas, da crença ou não, da origem pagã ou cristã, pouco importa, a pergunta é: frente a um desafio, frente ao novo, ao desconhecido, o que você prefere: dar um doce, ou aceitar o desafio?

Não vejo mal nenhum em dar um doce, até acredito que seja o que as crianças preferem, mas o convite é para as travessuras. Não pagar para se livrar, não fazer o óbvio, mas aceitar o novo e topar a travessura, seja ela qual for e brincar junto.

Foi um privilégio!

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