sábado, 23 de agosto de 2008

Quantas aves há na nossa frente?

Olha só,

Você já ficou parado a acompanhar uma ave voando? Só alguns segundos, até ela sumir?

Se ainda não o fez, podes imaginar: no céu, uma ave, a que quiser, voa. Você a acompanha com os olhos, enquanto ela vai, cada vez mais distante. Num milésimo de segundo, ela some. Você sabe que ela ainda está por ali, mas ela sumiu.

Nisto chega alguém, eu, e você, com entusiasmo, diz que há uma ave ali, bem ali, ma que não dá para ver. Eu acreditaria? Alguém acreditaria?

Segundos depois, até você começa a duvidar da existência dela. Você que a viu, a acompanhou, passa a achar que ela já foi, que não existe mais.

Quantas vezes, quantas aves já vimos, acompanhamos até sumir, cada batida de suas asas e depois duvidamos de sua existência?

Falo só de nós, que já comprovamos que ela existe, nem ouso falar daqueles que nunca a viram, que tentamos convencer.

Olho para o horizonte, para o mais distante que posso e penso, imagino: quantas aves há ali, na minha frente, e eu não vejo? Quantas já vi e agora duvido?

Foi um privilégio!

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