quarta-feira, 18 de junho de 2008

Música da Amizade

Olha só,

Para mim, amigos são como notas musicais. Sim, notas musicais, cada um é uma delas. Alguns são Dó, outros Ré e assim por diante. E há os sustenidos e os bemóis também, não esqueçamos.

Quando estamos com eles, conforme nos conhecemos e ampliamos nossa rede de amizade, criamos lindas melodias, mas só quando juntos, em vários, é que criamos os acordes e as harmonias.

Devemos cuidar sempre deste aspecto: cada um é uma nota. E como tal, podem ser consonantes com algumas e dissonantes com outras. Ré é consonante com Sol, que é consonante com Dó, mas Ré e Dó não se dão, são dissonantes. E Sol não tem nada a ver com isso, oras. Então, ele que não os force a ficarem juntos, ou, se assim o fizer, saiba da dissonância que está criando, e agüente.

Se pensarmos numa música inteira, disssonâncias são válidas, até recomendadas, mas ficar assim o tempo todo...

O que fazemos é isto: procuramos estar com quem se harmoniza melhor conosco, mas não precisa haver nada de errado com o outro. Dó e Ré não são melhores do que as outras notas e nem entre elas há uma melhor. Apenas são como são, diferentes. E não seria agradável a convivência delas por muito tempo, provavelmente. Apenas alguns encontros fortuitos, alguns acordes, e, em seguida, cada um para o seu lado.

Às vezes temos amigos tão parecidos, que tentamos uni-los, mas não dá, não se dão. Poxa, é só meio tom de diferença! Mas que diferença!

Alguns nos deixam maiores, outros nos tornam menores, e, seguindo na teoria musical da amizade, teremos os dominantes, os diminutos, aumentados e assim por diante.

Várias opções, inúmeras combinações e a harmonia se faz, a música nasce. E tudo é bonito, tudo é música, tudo é amizade.

Feio mesmo é música de uma nota só.

Foi um privilégio!

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